segunda-feira, 7 de maio de 2012

Carta à Igreja de Sardes

Carta à Igreja de Sardes



A história da igreja localizada na cidade de Sardes tem muito haver com a própria história da cidade
Vamos ver que as duas histórias são extremamente iguais.
A cidade antiga de Sardes, hoje apenas ruínas perto da atual vila de Sarte na Turquia, considerava-se impenetrável.
Era uma cidade próspera, em parte devido ao ouro encontrado no Pactolos, um ribeiro que passava pela cidade.
Pela produção de ouro, prata, pedras preciosas, lã, tecido, etc., se tornou próspera.
Em 546 a.C., o rei lídio, Croeso, foi derrotado pelos persas (sob Ciro o Grande). Soldados persas observaram um soldado de Sardes descer os rochedos e, depois, subiram pelo mesmo caminho para tomar a cidade de surpresa durante a noite.
Assim, a cidade inexpugnável caiu quando o inimigo chegou como ladrão na noite.
Em 334 a.C., a cidade se rendeu a Alexandre o Grande. Em 214 a.C. caiu outra vez a Antíoco o Grande, o líder selêucido da Síria
Durante o período romano, pertencia à província da Ásia, mas nunca mais recuperou o seu prestígio. Era uma cidade com um passado glorioso e um presente de pouca importância em termos políticos e comerciais.
Enfim, a cidade de Sardes, tinha pompa, tinha aparência mas não tinha mais conteúdo.
Agora vamos ler sobre a Igreja de Cristo em Sardes.

Apocalipse 3: 1 a 6

No verso 01, o próprio Jesus Cristo esta alertando a cidade que ela estava viva por fora, tinha o nome de vida, mas por dentro estava morta.
Uma igreja, que como a cidade, estava vivendo apenas de aparência bonita, que chamava a atenção, mas seu interior estava morto, podre, sem valor e sem conteúdo.
Antes de fazer uma aplicação para nossas vidas, faço um paralelo com o texto de Mateus 21:19 – Vamos ler o multimídia.
Jesus estava com fome e viu uma figueira pelo caminho;
Para Jesus ter parado e ido até a figueira, com certeza essa era frondosa, linda, chamava a atenção.
Mas quando Ele chegou perto e começou a mexer em suas folhas, percebeu que se tratava apenas de aparência. Que não tinha conteúdo.
Imediatamente Ele amaldiçoa a figueira que seca até as suas folhas, e nunca mais deu fruto algum.
Trazendo uma aplicação para nossas vidas, aprendemos que Jesus, o nosso Mestre, não suporta cristãos de aparência.
Em outras palavras, ser cristãos para Jesus não é colocar uma roupa bonita, pegar a Bíblia e vir à igreja em todas as atividades.
Isso a população do mundo todo faz em suas igrejas e seitas Ser cristão para Jesus, é viver dando frutos em todo o tempo e em todo lugar.
Quando Jesus amaldiçoa a figueira, aparentemente estava sendo injusto, porque não era tempo de dar frutos, mas o objetivo de Jesus era ensinar os Seus seguidores que Ele não aceita aparência.
Jesus em todo o Seu ministério criticou o farisaísmo, a hipocrisia, a aparência.
Vamos ler outras palavras de Jesus. Mateus 6:5 – Multimídia.
Jesus combatendo o farisaísmo e a aparência.
O que mata um cristão e o desanima na fé, não são as investidas de satanás e os problemas da vida (porque bem sabemos que essas coisas vão acontecer), mas é uma vida de aparência, sem conteúdo.
Quando satanás nos ataca ou quando os problemas vêm, se não temos conteúdo somos tragados, ficamos desanimamos, balançamos e caímos.
Aparência cristã, não quer dizer saúde espiritual. Roupa alinhada ou bonita, não quer dizer santidade.
Muitos cristãos estão como a cidade e a igreja de Sardes, aparência de vivos, mas estão mortos.

No verso 2 lemos – Não achei as suas obras perfeitas diante de Deus.
Um cristão que vive de aparência, acha que está sendo o melhor cristão do mundo.
Acha que Deus sem ele, jamais poderia realizar a Sua obra aqui na terra.
Acha que se sair da igreja ela morre ou acaba.
Esses se acham os perfeitos, não erram, não pecam, são os melhores e saem julgando os outros
Gosto muito das palavras de Jesus, o nosso Mestre. Vamos ler Mateus 7:1 a 5. multimídia.
Jesus está dando um tapa com luva de pelica, na cara dos fariseus da época e de muitos de nós fariseus também.
Em outras palavras Jesus está te perguntando:
Quem você acha que é para julgar seu irmão, seja julgar a sua salvação, seja julgar as suas atitudes ou seja julgar o seu falar?
Jesus não te chamou para ser juiz, porque um miserável pecador não pode julgar outro ser igual a ele.
Deus te chamou para ajudar o seu próximo, não para condena-lo
Todos nós temos o ministério dado por Deus para abençoarmos vidas, por isso não podemos julgar ninguém, pois jamais vamos ajudar alguém que condenamos.
E além do mais, será que Deus acha que a sua obra é perfeita diante de dEle?
Deus quando te vê trabalhando em Sua obra, Ele não olha para os seus feitos, mas olha para o seu coração.
Ele quer saber qual a motivação sua para realizar tal coisa.
Por isso, antes de julgar seu semelhante, lembre das palavras do nosso Mestre Jesus:
Estou de olho nas suas obras para saber se elas são perfeitas.
E eu te julgarei da mesma forma que você julgar seu semelhante

No verso 3, aprendemos outra lição: virei a ti como ladrão.
O mesmo que aconteceu a cidade de Sardes estava para acontecer com os cristãos de Sardes.
Jesus está alertando, os cristãos a se posicionarem a respeito desse assunto.
Se eles quisessem viver de aparência, podiam, se quisessem julgar os outros também podiam, se quisessem achar que suas obras eram perfeitas diante de Deus mesmo não sendo podiam, mas Jesus disse, virei a ti como ladrão.
Em outras palavras Jesus está dizendo, quando você mesmo esperar, eu te chamarei para prestar conta comigo.
O texto de Gálatas 6:7, nos leva a uma reflexão. Multimídia.
Vamos colher o que plantarmos. Infelizmente, existem muitos cristãos que são medíocres demais.
Ao invés de gastar seu tempo orando pelos outros, levando uma palavra de Deus ao seu próximo, se colocando a disposição para abençoar seu semelhante, ocupa seu tempo julgando e fofocando de todo mundo.
Mas o que esse medíocre se esquece é da lei da semeadura, que diz que ele vai colher o que plantou.
Se ele plantar atitudes de bênçãos na vida do próximo colherá galardão. Mas se ele plantar julgamento colherá juízo de Deus.
Gálatas 6:8 – Multimídia. O que semeia na carne, colherá a corrupção, problemas, desavenças, inimizade e mediocridade, mas o que semeia no Espírito, colhera a vida abundante aqui na terra e eterna Deus sempre te dará a oportunidade de fazer suas escolhas. Ele sempre te mostrara o caminho a seguir mas não te forçará a seguir.
Todos os dias diante de nós, teremos pessoas que vivem diferente de nós, que tem valores diferentes, jeitos diferentes, palavras diferentes. Cabe a nós tomarmos a atitude, de fazer uma escolha, de julga-los ou de abençoa-los.
Lembrando que essa escolha será refletida diretamente na nossa colheita. Colheremos bênçãos e galardões ou colheremos juízo.

Conclusão:

Termino essa reflexão lendo o verso 4: Existem em Sardes algumas pessoas que não se contaminaram e com Jesus andarão de branco.
Todos os dias, teremos a oportunidade de se contaminar com a mediocridade das pessoas que julgam e fazem fofoca.
Teremos que fazer escolhas diárias: se contaminar ou permanecer com as vestes brancas.
Lembrando que não será fácil, porque o mundo todo está contaminado, ele te forçará a caminhar na contra mão das vestes brancas. Será uma escolha difícil de fazer.
Mas há uma forma de ter a vitória, e de não se contaminar,
Vivendo um cristianismo não de aparência, mas de frutos e de obras, vivendo como viveu o nosso Mestre, para abençoar as vidas ao seu redor, sem julgamento ou acepção.
Buscando a cada dia, ser um cristão de conteúdo da Palavra de Deus e de oração, e não apenas de roupagem.

Autor: Rui Alexandre, Graduado em Teologia no ano de 2005 pelo Instituto Batista Missionário.


Em Cristo.

Sardes - A Igreja Morta

A IGREJA DE SARDES - A IGREJA MORTA (1520 d.C. - Tribulação)
Apocalipse 3:1-6

  1. Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto.
  2. Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer, porque não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus.
  3. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te. Porquanto, se não vigiares, virei como ladrão, e não conhecerás de modo algum em que hora virei contra ti.
  4. Tens, contudo, em Sardes, umas poucas pessoas que não contaminaram as suas vestiduras e andarão de branco junto comigo, pois são dignas.
  5. O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.
  6. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Os registros históricos não nos fala muito sobre a cidade de Sardes. O que se sabe com certeza, é que Sardes era a capital da província de Lídia e era uma cidade muito rica e importante da Ásia menor. A indústria de tapetes era a principal atividade econômica exercida pela cidade, até ser finalmente destruída por um terremoto. Ao que parece, a igreja local tinha um certo renome em certas áreas de Sardes, mas na realidade a igreja estava morta. Um fato trágico! A vida do cristão deve ser exatamente marcada pelo que Jesus disse em João 10:10:

"...eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância."

Perfil da Igreja de Sardes

Alguns poucos crentes desta igreja eram realmente vivos e não contaminaram suas vestes. A palavra "Sardes" quer dizer os que escapam ou os que saem. Ao relacionarmos esse nome com a condenação de Cristo a essa igreja, o resultado será uma descrição perfeita das igrejas da época da Reforma.

Por isso, a igreja de Sardes representa também o período histórico da Reforma Protestante, que ocorreu em 1520 d.C. A Reforma Protestante ocorreu como resultado da contínua prática da igreja de Roma nas doutrinas pagãs em vez da permanência nas Escrituras.

O ponto principal de protesto à Roma era justamente o que Martin Lutero citava em Romanos 1:17, que diz que "o justo viverá pela fé". Em 31 de outubro de 1517, Martin Lutero publicou 95 teses provando que a doutrina da igreja de Roma estava totalmente equivocada e pagã à luz da Bíblia. 

As igrejas da Reforma passaram a não mais praticar a salvação pelas obras (o que Roma impunha até então) para declararem que a salvação, na realidade, vem pela fé. Até aí, o movimento Protestante foi realmente benéfico e Satanás recebeu um contra-ataque aos seus planos de manter a igreja contaminada sob o seu controle.

Porém, o grande problema depois da Reforma foi outro contra-golpe de Satanás, que novamente usou da estratégia da contaminação para anular qualquer ameaça de avivamento na época.

Em primeiro lugar, as próprias igrejas da Reforma acabaram se convertendo em igrejas do Estado. Lutero, depois de ser tremendamente usado por Deus para iniciar o processo de reavivamento da igreja, usou de uma estratégia errada e buscou aprovação de líderes políticos alemães e a igreja luterana se transformou em igreja estatal da Alemanha.

E, assim, outros líderes locais do movimento protestante de outros países copiaram a mesma estratégia, respectivamente. A tragédia dessa estratégia foi que, sendo estatal, automaticamente toda a população do país estava automaticamente inserida dentro da igreja, e anulava a necessidade da aceitação individual de Jesus Cristo para salvação. Mais um efeito colateral da estratégia foi que havia sempre a tendência de se satisfazer primeiro o governo do que a Deus.

Em segundo lugar, Satanás procurou paralisar o efeito real que a Reforma traria à igreja de Jesus Cristo no intuito de manter a contaminação impregnada, de uma maneira ou de outra. E teve um certo êxito. Muitos dos costumes pagãos de Roma acabaram permanecendo dentro das igrejas da Reforma, tais como batismo de crianças recém-nascidas, por exemplo.

Esses dois fatores fizeram com que o Espírito Santo de Deus continuasse sem espaço para agir, porque não se ministrava o Evangelho, nem um encontro pessoal com Jesus Cristo. Sem isso, uma igreja é literalmente morta.

É essa a razão pela qual Jesus afirmou que a igreja de Sardes estava morta em sua época.

Cabe uma observação importante aqui: Nem por isso devemos julgar Lutero, porque ele foi mesmo escolhido e usado por Deus para iniciar o ressurgimento da verdadeira Igreja de Jesus Cristo. Assim como Lutero, até Davi errou ao longo de sua vida com Deus (assassinou, adulterou) mas nem por isso deixou de ser homem segundo o coração de Deus (Atos 13). Lutero era SIM homem segundo o coração de Deus. Prova disso é que Satanás, no fim das contas, não pôde impedir o ressurgimento e o avivamento da Igreja de Jesus Cristo ao longo da história até os dias de hoje.

"Ao anjo da igreja em Sardes escreve: Estas coisas diz aquele que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas..."
Jesus escolheu uma de suas características mais interessantes para se revelar à igreja de Sardes. Foi a mesma natureza divina que revelou a João em Apocalipse 1.

Os sete Espíritos aqui citados não são "sete Espíritos Santos", mas sim, uma referência às sete obras do Espírito Santo de Deus, conforme está em Isaías 11:2:

"Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do Senhor."

As sete estrelas são as mesmas de Apocalipse 1:20, quando o Senhor revela a João que as sete estrelas são os sete anjos das sete igrejas. Aqui, alguns estudiosos crêem que os anjos representem os líderes das igrejas, e outros crêem que os anjos são realmente seres angelicais sobrenaturais.

Em outras palavras, essa forma de Jesus se apresentar à igreja de Sardes tem o objetivo de justamente adverti-la de que essa igreja confiava mais no Estado do que no Espírito de Deus.


Em Cristo.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Martírio de Policarpo – Pastor da Igreja em Esmirna

Subsídio para a Lição 04 da EBD (CPAD) - Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir

Breve relato da vida de Policarpo


Um dos mártires mais conhecidos da quarta perseguição geral, feita pelo Imperador Marco Aurélio, foi Policarpo, Pastor de Esmirna, que dizem a tradição, estudou com o Apóstolo João, considerado então o último elo da igreja apostólica no ano 156 d. C. Diante das perseguições aos cristãos, pelo império romano, Policarpo procurou se refugiar em sítios de vizinhos para continuar seu trabalho, mas os soldados romanos o descobrem, antes de ser levado para a arena (o lugar onde os cristãos do império eram jogados, para serem devorados pelas feras), ele pede para orar, e ora por longas duas horas, o que faz com que os soldados apreciem o caráter do bom velho, chegando a pedir ao mesmo que simplesmente diga: “César é o senhor, e queime um incenso”, mas Policarpo recusou calmamente e foi então encaminhado até a arena diante da população romana que o empurrava chegando até o governador que interrogando o velho homem piedoso, com receio de entregá-lo as feras, diz:

— Jure pela felicidade de César. Mude de idéia. Diga "Fora com os ateus!".

O governador obviamente queria que Policarpo salvasse a vida ao separar-se daqueles "ateus", os cristãos. Ele, porém, simplesmente olhou para a multidão zombadora, levantou a mão na direção deles e disse:
— Fora com os ateus!

O governador tentou outra vez:
Policarpo

— Faça o juramento e eu o libertarei. Amaldiçoe Cristo!

O pastor se manteve firme.
— Por 86 anos servi a Cristo, e ele nunca me fez qualquer mal. Como poderia blasfemar contra meu Rei, que me salvou? (Os 100 Acontecimentos mais importantes da história do Cristianismo, Curtis, Lang e Petersen)

O Martírio



Diante da recusa, nada mais podendo fazer o pro-cônsul, mandou que viesse às feras, começando assim a história de um martírio prolongado. Policarpo deixa o governador mais irritado ainda, diante da intrepidez do mesmo e de sua alegria, em saber que iria partir para um lugar melhor e com esta situação, Policarpo é amarrado em uma estaca para ser queimado, tendo ele respondido: "Ameaçais-me com o fogo que arde por um momento, e depressa se apaga, mas nada sabeis da pena futura, e do fogo eterno reservado aos ímpios" (História do Crsitianismo, Knight e Anglin). Ele então foi atado, contrariando o povo que queria pregá-lo na estaca, a lenha foi colocada em redor e ateado fogo, que segundo testemunhas, não consumiu Policarpo:

“Tendo em seguida recomendado a sua alma a Deus deu o sinal ao algoz, e este logo lançou fogo à palha. Mas, diz a tradição, os acontecimentos maravilhosos do dia ainda não tinham chegado ao seu fim. Por qualquer razão desconhe­cida, as chamas não tocaram no corpo de Policarpo, e os espectadores, vendo-se enganados, olhavam uns para os outros na maior admiração. Contudo, o ódio venceu a superstição, e pediram ao al­goz que matasse a vítima a golpes de espada. Assim se fez, o golpe fatal foi imediatamente dado, e naquele momento de cruel martírio, o fiel servo do Senhor entregou a alma a Deus, e ficou para sempre longe do alcance dos seus perse­guidores”. (O livro dos Mártires, John Fox).

E assim partia um homem, piedoso, perseverante, que não esmoreceu diante perseguições e das ameaças de morte, mas sabia que a certeza da sua Salvação o levaria para um lugar melhor. Se hoje nos sobreviesse perseguições semelhantes, quantos teriam a mesma certeza e o mesmo sentimento de Policarpo, eis a questão!

Em Cristo.

ESMIRNA - UMA IGREJA ATRIBULADA


Subsídio para a Lição 04 da EBD (CPAD) - Esmirna, a Igreja Confessante e Mártir

A cidade de Esmirna, na Antigüidade, foi por muitos anos uma cidade muito rica, antes de ser destruída totalmente no século VI a.C. Mais tarde, por volta do ano 300 a.C. foi reconstruída por Alexandre, o grande. Daí para frente, tornou-se uma das cidades mais importantes e prósperas da Ásia Menor.
Ali foi erigido um templo à deusa Roma, uma vez que a cidade era aliada e fiel a Roma.
Era também o porto natural de antiga rota comercial que atravessava o vale do Hermo, e seu interior era muito fértil. Atualmente a cidade chama-se Izmir, e é a maior cidade da Turquia Asiática.  Esmirna era o local de uma das sete igrejas mencionadas em Apocalipse.
É muito importante analisarmos os escritos direcionados a Esmirna, por exatos, três motivos:
1) Foi a mensagem de Cristo a uma Igreja constituída assim como a nossa, alertando-a sobre o caminho que deveria seguir;
2) Sua mensagem não ficou restrita a igreja local de Esmirna. Ecoou através do tempo e espaço atingindo as igrejas estabelecidas entre o 2º e 3º século.
3) Sua mensagem não se apagou durante os séculos, pois conseguimos identificar em nossos dias, situações que nos arremetem a lembrarmos de Esmirna. Seus problemas, dificuldades e a mensagem de Cristo a igreja.

Alguns poderiam dizer, e daí? Sua mensagem já se cumpriu por duas vezes, não há mais necessidade de atentarmos para o que está escrito! Infeliz engano! Aplica-se a Esmirna o mesmo que a Éfeso...

A Igreja de Éfeso teve que ouvir duras verdades sobre sua conduta diante de Cristo. Ela e todas as Igrejas compreendidas entre o 1º e o 2º século, no cumprimento escatológico da palavra. Isto não quer dizer que a Igreja de hoje não deve temer abandonar o primeiro amor. Somos tão passíveis de cair neste erro quanto os cristãos do primeiro século. Ou será que em nossos dias não há cristãos abandonando o primeiro amor? Vai ver, isso é coisa de 1º século!

É Fácil verificar! Será que nosso amor está nos conduzindo a uma estética cristã? Estamos mais preocupados com a maneira de vestir-se, falar e cortar o cabelo do que com o amor pelo próximo? Seja lá quem for o próximo. “Tais coisas, com efeito, têm aparência de sabedoria, como culto de si mesmo, e de falsa humildade, e de rigor ascético; todavia, não têm valor algum contra a sensualidade”. Ao abandonar o primeiro amor, nos fechamos às pessoas para explorar um falso senso de santidade. Então cuidemos de analisar Éfeso e Esmirna também.

Esmirna significa “Mirra”. Seu significado está intimamente ligado a Igreja. Vale lembrar que a mirra foi um dos três presentes ofertados ao menino Deus.

A mirra é um arbusto que cresce nas regiões desérticas, especialmente na África (nativa da Somália e partes orientais da Etiópia) e no Médio Oriente. É também, o nome dado à resina de coloração marrom-avermelhada obtida da seiva seca dessa árvore (Commiphora myrrha). A palavra origina-se do hebraico maror ou murr, que significa "amargo".

A igreja de Esmirna passou por grandes amarguras, na realidade, Jesus disse para ela: “Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás”.

Era uma igreja sofrida, que enfrentava tribulações e isto em meio à pobreza que potencia qualquer tribulação. Mas o Senhor disse que ela era rica.

Ainda havia ali um grupo de falsos judeus, aqueles que a Bíblia chama de “judaizantes”. Eram pessoas que desejavam impingir na igreja as coisas velhas do judaísmo, desprezando a nova luz, a aurora do Evangelho puro pregado pelo Senhor Jesus.

A carta a Esmirna é a carta à Igreja perseguida. Esmirna é considerada pelos historiadores como o local do primeiro martírio cristão existente. A história da Igreja narrada por Eusébio em sua obra denominada "História Eclesiástica", nos conta que foi em Esmirna que Policarpo, um discípulo do Apóstolo João, e principal pastor da Igreja, foi martirizado no ano de 159 d.C.

Os relatos indicam que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadi-lo a abandonar sua fé e entregar seu rebanho, quando já avançado em idade e preso pelos seus inquiridores, respondeu com autoridade: ‘Eu tenho servido a Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou?” A atitude de Policarpo levou-o a ser queimado vivo em praça pública.

Os fabricantes de mirra esmagam a planta várias vezes, até o momento em que ela exala o perfume característico, um dos mais balsâmicos que existem. Assim como a mirra produzia sua fragrância através do esmagamento, esta igreja foi completamente esmagada por todos os lados. A própria mensagem de Cristo atesta isso: “Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico)”. A perseguição tornava-se intensa, os bens da Igreja e de seus membros eram confiscados um a um.
Os cristãos de Esmirna foram literalmente esmagados, tornando-se um cheiro de perfume suave para Deus, mas jamais se desesperaram ou se entregaram ao materialismo.

A palavra de Jesus a Policarpo e a igreja pastoreada por ele, foi: “Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”.

A primeira lembrança que o Senhor Jesus traz para a igreja é que ele esteve morto e reviveu. Jesus sabia que muitos ali morreriam, por isto quis mostrar que não se deve temer a morte, pois depois dela virá a gloriosa ressurreição.

Paulo enfatizou isto muito bem, quando disse: “Palavra fiel é esta: que, se morrermos com ele, também com ele viveremos”. 2 Tm 2.11.

Existe, hoje, uma mensagem generalizada que o crente não pode sofrer. Existem “orações poderosas” para espantarem o fantasma do sofrimento da vida dos fiéis.
Mas não fui eu quem disse:

* Rm 5.3 - E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência,
* Rm 12.12 - Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;
* 2 Co 1.4 - Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.
* 2 Co 4.17 - Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
* At 14.22 - Confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por

muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus.

Os pregadores do Evangelho não são sádicos, nem os crentes são masoquistas, a grande realidade é que nós sofremos. A grande virtude, a grande graça, não é se esquivar do sofrimento, mas é enfrentá-lo com brio.

Mais uma vez cito o apóstolo Paulo, que além de doutor em outras coisas era doutor em sofrimento. Ele padeceu muito, mas veja o que ele disse:
“Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados. Perseguidos, mas não desamparados. Abatidos, mas não destruídos. Trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos”. 2 Co 4.8-10.

Foi ele que em sua vida de apóstolo/missionário enfrentou o que ele descreve tão vividamente:
“São ministros de Cristo? Falo como fora de mim, eu ainda mais. Em trabalhos muito mais. Em prisões muito mais. Em açoites sem medida. Em perigo de morte muitas vezes. Dos judeus cinco vezes recebi quarenta açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo. Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha raça, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos. Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejuns muitas vezes, em frio e nudez. Além dessas coisas exteriores, há o que diariamente pesa sobre mim, o cuidado de todas as igrejas. Quem enfraquece, que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu me não abrase? Se é preciso gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza. O Deus e Pai do Senhor Jesus, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas guardava a cidade dos damascenos, para me prender. Mas por uma janela desceram-me num cesto, muralha abaixo. e assim escapei das suas mãos. 2 Co 11.23-33.
Doeu em sua alma, irmão(ã)? Na minha doeu. Sempre repito que talvez o pior sofrimento de Paulo é o sofrimento que os verdadeiros cristãos enfrentam nos dias de hoje. Quero colocar em negrito este quadro o qual nosso irmão Paulo teve que enfrentar: em perigos entre falsos irmãos.
Aqui, em minha cidade, João Pessoa, pastores oferecem dinheiro para membros de conjuntos musicais de outras igrejas se mudarem para as deles.

Vão à busca de pastores e ministérios que já estão “cobertos”, oferecendo-lhes “cobertura”.
A famosa “pesca de aquário” está por demais disseminada por aqui. Acho que somos a cidade campeã nesse esporte famigerado. Mas, não se espante, todos eles tem um argumento sólido e aparentemente lógico para a pescaria que fazem. Eles dizem:
“Não ligo se alguém me critica por pescar em aquários. Faço isto porque sei que minha igreja e meu ministério podem oferecer coisa bem melhor para estes coitados que estão comendo palha em suas igrejas”.

Puxa vida, que sem-vergonhice! Que hipocrisia! Que fingimento! Que falsa devoção! Que embuste! Que engano! Que intrujice! Que logro!

Se você se lembrar de mais alguns sinônimos semelhantes, pode aplicá-los, porque o certo é chamar esses charlatães de golpistas, malandros, tapeadores, marotos, patifes, tratantes, velhacos, vadios, vagabundos, trapaceiros, ladrões, vigaristas, gatunos e ratos.
Vão trabalhar, preguiçosos! Deixem a mamata do pesque-pague!

No tempo do apóstolo Paulo eles já existiam. Paulo os denunciou: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo”. 2 Co 11.13.
São discípulos daquele que gosta de transfiguração e se transfigura em anjo de luz.
Vamos suportar a tribulação de dez dias?
(Refs. Ap 2.8-11.)



Paulo de Aragão Lins é pastor, escritor, jornalista, dramaturgo, poeta, teólogo, filósofo, psicanalista, comendador e conferencista nacional e internacional. Nasceu em 1942, em João Pessoa, Paraíba. Já escreveu alguns livros, quase todos versando sobre a Bíblia.


Em Cristo.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A CARTA À IGREJA EM ESMIRNA

 


Durante o período em que Paulo ficou em Éfeso, na sua terceira viagem evangelística, “todos os habitantes da Ásia” ouviram o evangelho de Jesus (Atos 19:10). Pedro incluiu os eleitos e forasteiros da Ásia entre os destinatários de sua primeira carta (1 Pedro 1:1). É bem possível que a igreja em Esmirna, uma cidade situada aproximadamente 65 km ao norte de Éfeso, esteja incluída nestas citações. Mas, a primeira vez que ela é identificada por nome é nas citações no Apocalipse. Por isso, não temos informações específicas sobre esta igreja, além dos quatro versículos desta carta ao anjo da igreja em Esmirna. O pouco que sabemos é positivo. Esta carta elogia e encoraja, sem oferecer nenhuma crítica dos cristãos em Esmirna.

Ao Anjo da Igreja em Esmirna (2:8-11)

2:8 – Ao anjo da igreja em Esmirna escreve: Estas coisas diz o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver:

A igreja em Esmirna: Hoje conhecida com Izmir, a terceira maior cidade da Turquia e o segundo mais importante porto do país, Esmirna era uma cidade antiga de uma região habitada durante milhares de anos antes de Cristo. A antiga cidade foi destruída pelos lídios em 600 a.C. e reconstruída pelos gregos no final do 4º século a.C. A cidade ganhou nova vida, e pode ser descrita como uma cidade que morreu e tornou a viver. Durante o domínio romano, Esmirna se tornou um centro de idolatria oficial, conhecida como Guardião do Templo (grego, neokoros). Foi a primeira cidade da Ásia a construir um templo para a adoração da cidade (deusa) de Roma (195 a.C.). Em 26 d.C., foi escolhida como local do templo ao imperador Tibério. Foram descobertas imagens, na praça principal da cidade, de Posêidon (deus grego do mar) e de Deméter (deusa grega da ceifa e da terra).

Na época do Novo Testamento, provavelmente tinha uma população de aproximadamente 100.000. Por ser um porto excelente, facilitando o comércio entre a Ásia e a Europa, era uma cidade próspera.

Estas coisas diz o primeiro e o último: Jesus começa esta carta com as palavras de 1:17, frisando a sua eternidade.

Que esteve morto e tornou a viver: quase igual a afirmação de 1:18, esta frase destaca a vitória sobre a morte na ressurreição. Na situação dos discípulos de Esmirna, encarando perseguições difíceis, seria especialmente importante lembrar da ressurreição de Jesus. O Senhor deles não fracassou diante da morte; ele a venceu! Eles, sendo fiéis, teriam a mesma esperança.

2:9 – Conheço a tua tribulação, a tua pobreza (mas tu és rico) e a blasfêmia dos que a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás.

Conheço a tua tribulação: Jesus, no meio dos candeeiros, viu o sofrimento de seus seguidores. Da mesma maneira que ele se compadeceu dos angustiados na terra durante o seu ministério (veja Marcos 1:41), ele olhou com compaixão para aqueles que sofriam em Esmirna. Mesmo assim, ele não os poupou de toda a dor, como veremos no versículo 10. A palavra “tribulação”, aqui, significa pressão que vem de fora.

A tua pobreza (mas tu és rico): Apesar de morarem numa cidade próspera, os cristãos em Esmirna eram pobres. Provavelmente sofriam discriminação por causa da fé, e assim se tornaram pobres. É bem possível, também, que tivessem sacrificado seus recursos em prol do evangelho, como os macedônios fizeram para ajudar os irmãos necessitados alguns anos antes (veja 2 Coríntios 8:1-9). Mas a pobreza material não tem importância quando há riqueza espiritual (veja 3 João 2). A situação dos discípulos em Esmirna era muito melhor do que a da igreja em Laodicéia, que se achava rica apesar de sua pobreza espiritual (3:17).

A blasfêmia dos falsos judeus: blasfemar é falar mal. Freqüentemente, refere-se a blasfêmia contra Deus. Aqui, porém, a blasfêmia é um aspecto do sofrimento dos crentes em Esmirna. Esta difamação veio de pessoas que se chamavam judeus mas, de fato, não eram verdadeiros judeus. Os Judeus, que tiveram uma sinagoga em Esmirna, perseguiam os cristãos. Ao invés de serem verdadeiros judeus e descendentes espirituais de Abraão (veja João 8:39-47; Romanos 2:28-29), eram servos de Satanás, o principal mentiroso e acusador dos fiéis (12:9-10; João 8:44).

2:10 – Não temas as coisas que tens de sofrer. Eis que o diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós, para serdes postos à prova, e tereis tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

Não temas as coisas que tens de sofrer: O conforto oferecido por Jesus não é o livramento do sofrimento. Ele anima os discípulos em Esmirna a não desistirem por causa das tribulações que viriam logo. Covardes não têm esperança em Cristo (21:8). Pessoas que fogem da sua responsabilidade diante de Jesus por medo de sofrer não são dignas da comunhão com ele. Pessoas que ensinam que o servo fiel será próspero e livre de sofrimento nesta vida não acreditam nas palavras que Jesus mandou à igreja em Esmirna!

O diabo está para lançar em prisão alguns dentre vós: O diabo é visto como a fonte da perseguição. Alguns seriam presos, provavelmente aguardando julgamento e possível morte.

Para seres postos à prova, e tereis tribulação de dez dias: O efeito da tribulação seria o de provar a fé desses cristãos. A sua lealdade a Cristo seria testada sob ameaças de morte. Mas a perseguição não continuaria para sempre. Dez dias sugere um tempo curto mas completo. Seria uma provação completa, mas teria um fim.

Por ter vínculos tão fortes com a idolatria oficial de Roma, Esmirna se tornou uma cidade perigosa para os cristãos. Esta carta fala sobre perseguições que viriam. Até décadas depois do Apocalipse, perseguições atingiram seguidores de Cristo na cidade. Um dos casos mais conhecidos da história pós-bíblica é o de Policarpo. Ele foi morto na sua velhice quando recusou a renegar a sua fé em Cristo. Uma carta descrevendo o martírio de Policarpo, que aconteceu cerca de 156 d.C., relata as palavras dele em resposta às ameaças dos governantes romanos: “Por 86 anos eu tenho servido a ele, e nunca me fez nada de mal. Como, então, poderia eu blasfemar contra meu Rei e Salvador?”

Sê fiel até à morte: O fim desta perseguição, para alguns, poderia ser a própria morte. Mesmo assim, deveriam ser fiéis. Às vezes, arrumamos qualquer desculpa para não fazer algo que Deus pede. Mas nada, nem a nossa própria vida, deve ser mais importante do que a nossa fidelidade a Deus.

E dar-te-ei a coroa da vida: A palavra “coroa” (grego, stephanos) refere-se à coroa de vitória. A coroa da vida vem de Deus, o único que pode dar a vida (veja João 5:26; 14:6; 1 João 1:1-2). Aqueles que amam a vinda de Jesus receberão a coroa da justiça (2 Timóteo 4:8).

2:11 – Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Como em todas as cartas às igrejas, Jesus chama os destinatários a ouvirem a sua mensagem.

O vencedor: Aqueles que permanecem fiéis diante das perseguições são vencedores com Cristo.

De nenhum modo sofrerá dano da segunda morte: o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofreriam a segunda morte (veja Mateus 10:28).

Conclusão

Morar em Esmirna no primeiro século não seria fácil para o discípulo de Jesus. Além das perseguições pelos judeus, eles enfrentavam uma ameaça mais organizada e mais poderosa. A idolatria oficial, juntando a religião à força do governo, prometia uma perseguição perigosa aos cristãos da cidade. Para vencer esta tentação, teriam que acreditar no poder daquele que já venceu a morte. Mesmo se morressem, as suas vidas eternas seriam garantidas somente se mantivessem sua confiança no eterno Senhor, “o primeiro e o último, que esteve morto e tornou a viver”.


Em Cristo.

terça-feira, 10 de abril de 2012

EBD - AULA 03 - QUESTIONÁRIO

 

 
QUESTIONÁRIO DA LIÇÃO 3, ÉFESO, A IGREJA DO AMOR ESQUECIDO
Responda conforme a revista da CPAD do 2º Trimestre de 2012
Complete os espaços vazios e marque com "V" as respostas verdadeiras e com "F" as falsas.
TEXTO ÁUREO
1- Complete:
"Lembra-te, pois, de onde _______________, e arrepende-te, e pratica as _______________ obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu _______________, se não te arrependeres" (Ap 2.5).
VERDADE PRATICA
2- Complete:
Se não voltarmos urgentemente ao _______________ amor, jamais viveremos o _______________ de um grande e poderoso _______________.
INTRODUÇÃO
3- Por que a igreja em Éfeso se destacou como uma referência em toda Ásia Menor?
(    ) Porque não havia igreja mais obreira, dinâmica e ortodoxa do que a de Éfeso.
(    ) O seu preparo teológico era tão sólido, que o seu pastor capacitara-se, inclusive, a confrontar os que se diziam apóstolos (Ap 2.2).
(    ) Éfeso era a igreja apologética por excelência.
(    ) Ela destacava-se também por seu testemunho, esforço e extenuante labor pela expansão do Reino de DEUS.
(    ) Até o próprio CRISTO elogiou os efésios.
I. ÉFESO, UMA IGREJA SINGULAR
4- Quando o evangelho chegou a Éfeso, quando floresceu e o que aconteceu nesse período?
(    ) Chegou a mais notável metrópole da Ásia Menor, durante a segunda viagem missionária de Paulo (At 18.19).
(    ) A igreja só viria a florescer entre os efésios a partir da terceira viagem do apóstolo.
(    ) A chegada do Reino de DEUS à cidade foi acompanhada por um grande avivamento.
(    ) Houve batismos com o ESPÍRITO SANTO, curas divinas e não poucas conversões (At 1 9).
5- A solidez doutrinária da igreja em Éfeso era conhecida e o seu preparo bíblico e teológico era singular. Por que?
(    ) A igreja de Éfeso tivera o privilégio de ter como pastor, durante três anos, o maior teólogo do Cristianismo (At 20.31).
(    ) Durante esse tempo, Paulo lhe expôs todo o conselho de DEUS (At 20.27).
(    ) Pode haver um curso bíblico mais completo? E a epístola que o apóstolo lhes enviou? (Ef 1.1-5). Aqueles cristãos doutoraram-se na Palavra de DEUS.
6- Na igreja em Éfeso, quais obreiros a dirigiram e se destacaram como ministros excelentes?
(    ) Paulo.
(    ) Timóteo.
(    ) Tíquico.
(    ) João, o discípulo amado.
II. O PROBLEMA DE ÉFESO
7- Qual o grave problema da igreja em Éfeso?
(    ) A sua lua de mel com o Senhor JESUS havia chegado ao fim. E ela não o percebera.
(    ) Já não se lembrava do amor — primeiro e belo — que dedicara ao Cordeiro de DEUS.
(    ) Apesar de ser pastoreada pelo discípulo do amor, como veio a esquecer-se, justamente, do primeiro amor?
8- Apesar de sabermos como definir o primeiro amor, mas poder senti-lo, o que poderia ser o primeiro amor?
(    ) É a alegria da salvação que o salmista temia perder (SI 51.12).
(    ) É, uma alegria que nos impulsiona a declarar toda a nossa afeição a DEUS: "Amo o Senhor" (SI 116.1).
(    ) O primeiro amor é o enlevo que, no início, fez com que os efésios vivessem nas regiões celestiais em CRISTO JESUS (Ef 1.3).
(    ) O primeiro amor é também a disposição que leva o obreiro a semear, num misto de lágrimas e júbilo, a preciosa semente do Evangelho (SI 126.5).
9- Como pode ocorrer a amnésia do amor? Sendo o primeiro amor tão sublime e inefável, pode alguém vir a esquecê-lo? Complete:
Apesar de Éfeso ainda entregar-se denodadamente à _______________ de DEUS, não mais se entregava _______________ ao DEUS da obra. Embora teológica e biblicamente ortodoxa, já não conservava o _______________ daquele sentimento que, um dia, fez a Sulamita _______________ pelo esposo: "Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele se alimenta entre os lírios" (Ct 6.3). Era-lhe, _______________, pois, voltar ao primeiro amor.
III. VOLTANDO AO PRIMEIRO AMOR
10- Em que implica esquecer o primeiro amor? Complete:
Esquecer o primeiro amor não é incidente teológico, é ______________ espiritual. Semelhante pecado demanda contrição e _______________. Por isso, o Senhor JESUS insta, junto ao pastor em Éfeso, a que volte de _______________ ao primeiro amor.
11- Por que a igreja em Éfeso era rica em obras, pobre em amor?
(    ) Apesar de já não se lembrar do primeiro amor, Éfeso ainda era rica em obras.
(    ) O próprio CRISTO realçou-lhe esta característica (Ap 2.2).
(    ) A igreja em Éfeso já não praticava as obras que a haviam distinguido no início da fé: o amor que santificara ao Senhor JESUS.
(    ) A igreja em Éfeso era rica em obras e paupérrima em amor.
12- Complete:
Se as obras sem a __________ nada são, o que delas resta sem o __________? Até mesmo o auto-sacrifício sem amor _______________ é, conforme destaca o apóstolo Paulo: "E ainda que distribuísse toda a minha _______________ para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser _______________, e não tivesse amor, nada disso me _______________" (1 Co 1 3.3).
13- Por que amar é a mais elevada das obras? O que muitos crentes estão amando? Cite um exemplo de um profeta que realmente amava a DEUS.
(    ) Não há obra tão elevada como amar a DEUS: "Amarás, pois, o SENHOR, teu DEUS, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder." (Dt 6.5).
(    ) Há crentes que se limitam a amar as bênçãos.
(    ) Há crentes que, mesmo sem as bênçãos, amam o abençoador. Que belo exemplo temos em Habacuque (Hc 3.17,18).
IV. LEMBRANDO-SE DO PRIMEIRO AMOR
14- Como voltar ao primeiro amor?
(    ) A resposta vem do próprio CRISTO: "Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras; quando não, brevemente a ti virei e tirarei do seu lugar o teu castiçal, se não te arrependeres" (Ap 2.5).
15- O que significa "lembrar-se de onde caiu"?
(    ) A Bíblia exorta-nos a lembrar-nos de DEUS, porque Ele jamais se esquece de nós (Ec 12.1; Is 44.21; 49.15).
(    ) O cristão, infelizmente, corre o risco de esquecer-se daquEle que se esquece somente de nossos pecados (Hb 8.12).
(    ) Se não formos diligentes, corremos o risco de não mais nos lembrarmos daquele amigo que é mais chegado que um irmão (Pv 18.24).
16- O que significa "voltar à prática das primeiras obras"?
(    ) Se Éfeso já era rica nas segundas obras, por que voltar à prática das primeiras?
(    ) Nenhuma obra é completa e perfeita sem o amor.
17- Veja se você ainda ama o CRISTO como Ele tem de ser amado. Será necessário que o próprio Senhor pergunte-lhe: "Amas-me mais do que estes?" (Jo 21.15). Complete:
Se não _______________ a CRISTO o primeiro amor, como haveremos de ansiar por sua _______________? Talvez, o anjo de Éfeso (pastor) já não almejasse o _______________ do Senhor. O ativismo acabara por matar-lhe o primeiro amor e o _______________ também. Era-Ihe urgente e necessário, pois, não somente amar a CRISTO como antes, como também amar-lhe a _______________ como nunca.
 
18- De que maneira devemos amar a vinda de CRISTO? Complete:
Assim como o CRISTO ama a _______________ e suspira por sua chegada aos céus, também devemos nós, como o seu corpo _______________, almejar por sua vinda: "Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua _______________" (2 Tm 4,8). Você realmente ama a vinda de CRISTO? Em _______________ Ele voltará. Amém. Ora vem Senhor JESUS!
CONCLUSÃO
19- Complete:
Sem amor não pode haver _______________. Sua base é o amor primeiro e belo do início de nossa _______________. Um amor que jamais deve morrer, mas renovar-se a cada manhã. Se você já não ama a CRISTO como antes, _______________-se desse pecado grave e evite que as conseqüências se agravem. Voltar ao primeiro amor não significa voltar à imaturidade espiritual, mas ao _______________ do início de nossa fé. Lembre-se de onde caiu. Volte imediatamente ao primeiro amor. Rogue ao Pai que o _______________ à sala do banquete, onde o Noivo está à nossa espera: "Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor" (Ct 2.4).
 
 
Em Cristo.