Espaço criado para retratar as Lições Bíblicas da Escola Bíblica Dominical (CPAD), curiosidades Bíblicas, Estudos Bíblicos, Textos Evangelísticos e o momento atual de nossa Igreja no Rio Grande do Norte.
sábado, 27 de outubro de 2012
Cantora Damares no Congresso de Jovens - AD São Manoel 1
Caros leitores e irmãos,
Tenho o maior prazer em ajudar a divulgar a realização do 1º CONGRESSO DE JOVENS DA IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS, congregação do Alto de São Manoel 1, que tem sido realizado entre os dias 23 a 28 do corrente mês.
Diversos pregadores da Palavra de Deus estiveram contribuindo para a realização dessa obra. No entanto, hoje é o grande momento dessa festa celestial.
Responsável pela ministração da Poderosa Palavra de Deus, estará o Conferencista Edilson de Castro(CE) e a participação da cantora Damares (PR).
O Show da cantora Damares, acontecerá hoje a partir das 19 horas, no campo de futebol da caixa d'água (Alto de São Manoel).
Nos encontraremos por lá. Louvar e engrandecer o Nome do Senhor.
Nova Aliança em Deus
Nova Aliança
Texto Base: Jr 31.31-33
“O Senhor Deus diz: — Está chegando o tempo em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Embora eu fosse o Deus deles, eles quebraram a minha aliança. Sou eu, o Senhor, quem está falando. Quando esse tempo chegar, farei com o povo de Israel esta aliança: eu porei a minha lei na mente deles e no coração deles a escreverei; eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Sou eu, o Senhor, quem está falando.”
Amados irmãos e amigos leitores,
O que Deus estava querendo falar quando promete ao povo de Israel que estava chegando o tempo de uma NOVA ALIANÇA? Havia realmente essa necessidade?
Vejamos o que podemos falar sobre essa nova situação. Lembrando que essa mesma situação serve para todos nós hoje em dia.
Segundo o Dicionário Aurélio, aliança é:
[Do fr. alliance.]
Substantivo feminino.
1. Ato ou efeito de aliar(-se). [Sin. (p. us.): aliagem.]
2. Ajuste, acordo, pacto.
3. União por casamento.
4. Anel simbólico de noivado ou de casamento.
5. Rel. Cada um dos pactos que, segundo as Escrituras, Deus fez com os homens.
Assim, existia um antigo pacto entre Deus e os homens. Com a evidência do pecado, essa aliança foi quebrada e dessa forma, havia a necessidade de uma nova união, um novo pacto, um novo acordo entre Deus e sua criação mais sublime.Substantivo feminino.
1. Ato ou efeito de aliar(-se). [Sin. (p. us.): aliagem.]
2. Ajuste, acordo, pacto.
3. União por casamento.
4. Anel simbólico de noivado ou de casamento.
5. Rel. Cada um dos pactos que, segundo as Escrituras, Deus fez com os homens.
Essa nova aliança vai ficar em contraste com a antiga aliança, em que o novo não pode ser quebrado como o antigo era (v. 32 ; Heb. 8:7, 8). A garantia de que não vai ser quebrado é a graça mediada por Cristo através da Sua morte e ressurreição (Heb. 9:12-15; 10:1-4, 10-18).
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Aliança de Deus em toda Escritura representa convênios ou acordos solenes, negociadas ou impostas unilateralmente, que ligam as partes entre si com relações bem definidas e permanentes, com promessas específicas, créditos e obrigações de ambos os lados.
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No versículo 31, a expressão “está chegando o tempo” - e não só com os judeus, mas todos aqueles que devem ser enxertados no Evangelho Redentor. Não é chamado a nova aliança, porque era como a nova substância, pois ela foi feita com Abraão e com os judeus, mas porque foi revelado após uma maneira nova, mais plena e, particularmente, com clareza e nitidez. Também não foi a lei cerimonial qualquer parte dele, como era para os judeus, a estrita observância do que isso. Foi igualmente novo no que diz respeito à eficácia do espírito que irão, em um muito mais completo e maior forma.
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Finalizando no versículo 33, o advérbio de ligação “com” - ou seja, com aqueles que são judeus interiormente. E “escreverei” está aqui para expressar a diferença entranhas da lei e do evangelho. Este último traz a graça da regeneração, pelo qual o coração é mudado, e habilitado para o serviço. Tudo sob o tempo da lei que veio a salvação, foram salvas por esse novo pacto, mas isso não era, evidentemente, apresentou, nem foi a graça regeneradora de Deus, tão comum no tempo da lei, uma vez que tem estado sob o evangelho.
O Escritor aos Hebreus, no capítulo 8, volta a retratar a importância desse novo pacto ou de nova aliança. Vejamos:
“Mas Deus vê que o seu povo é culpado e diz: “Está chegando o tempo, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com o povo de Israel e com o povo de Judá. Essa aliança não será como aquela que eu fiz com os antepassados deles, no dia em que os peguei pela mão e os tirei da terra do Egito. Não foram fiéis à aliança que fiz com eles, e por isso, diz o Senhor, eu os desprezei. Quando esse tempo chegar, diz o Senhor, farei com o povo de Israel esta aliança: Eu porei as minhas leis na mente deles e no coração deles as escreverei. Eu serei o Deus deles, e eles serão o meu povo. Ninguém vai precisar ensinar o seu patrício nem o seu parente, dizendo: ‘Procure conhecer o Senhor.’ Porque todos me conhecerão, tanto as pessoas mais humildes como as mais importantes. Pois eu perdoarei os seus pecados e nunca mais lembrarei das suas maldades.” E, quando Deus fala da nova aliança, é porque ele já tornou velha a primeira. E o que está ficando velho e gasto vai desaparecer logo.”
Quando a lei foi "santo, justo e bom" (Rm 7:12), poderia não em si mesmo capacitar obediência (7:18, 19), como a citação de Jeremias. 31:31-34 deixa claro. O resultado foi que as pessoas "não continuar" nessa aliança. A Lei por si só jamais traria os resultados esperados pelo próprio Deus. Ela trouxe ao povo um jugo muito pesado e isso fez com que todo o povo desobedecesse e fosse dominado pelo pecado, quebrando assim a Aliança feita anteriormente. O mais grave disso tudo é que se formou um ciclo condenatório para todas as gerações.
Somente pela misericórdia divina, quando Deus decide refazer essa Aliança e renovar as promessas para todo o povo. Essa nova aliança, tinha um avalista. O próprio Jesus Cristo confirmou e pagou por essa nova aliança, com preço de sangue. O mesmo que foi vertido na Cruz do Calvário.
No versículo 8, a expressão: “Mas Deus vê que o seu povo é culpado”- que estavam sob a antiga aliança, diz ele, vou fazer uma nova aliança com a casa de Israel - Com todo o Israel de Deus, em todas as épocas e nações. Trata-se de novo em muitos aspectos, mas não quanto ao mérito do mesmo:
1. Sendo ratificado pela morte de Cristo.
2. Freed dos ritos e cerimônias onerosa.
3. Contendo uma descrição mais completa e clara da religião espiritual.
4. Frequentou com influências maiores do Espírito
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Em Cristo.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Escola Bíblica Dominical - 1º Trimestre de 2013
Escola Bíblica Domincal.
Lições do 1º Trimestre de 2013.
Lição 1- A Apostasia no Reino de Israel
Lição 2- Elias, o Tisbita
Lição 3- A Longa Seca Sobre Israel
Lição 4- Elias e os Profetas de Baal
Lição 5- Um Homem de Deus em Depressão
Lição 6- A Viúva de Sarepta
Lição 7- A Vinha de Nabote
Lição 8- O Legado de Elias
Lição 9- Elias no Monte da Transfiguração
Lição 10- Há Um Milagre em Sua Casa
Lição 11- Os Milagres de Eliseu
Lição 12- Eliseu e a Escola de Profetas
Lição 13- A Morte de Eliseu
Lição 3- A Longa Seca Sobre Israel
Lição 4- Elias e os Profetas de Baal
Lição 5- Um Homem de Deus em Depressão
Lição 6- A Viúva de Sarepta
Lição 7- A Vinha de Nabote
Lição 8- O Legado de Elias
Lição 9- Elias no Monte da Transfiguração
Lição 10- Há Um Milagre em Sua Casa
Lição 11- Os Milagres de Eliseu
Lição 12- Eliseu e a Escola de Profetas
Lição 13- A Morte de Eliseu
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Subsídio EBD: Lição 04 - Amós - A Justiça Social como Parte da Adoração
Amós
Introdução
Amós era pastor de ovelhas em Tecoa, pequena cidade de Judá (ver 1.1 , n.), o Reino do Sul, mas foi chamado por Deus para anunciar a sua mensagem em Israel, o Reino do Norte. Isso foi lá pelo ano 750 a.C., quando Jeroboão II era rei de Israel e Uzias era rei de Judá. Durante o longo reinado de Jeroboão II (783-743 a.C.), Israel expandiu o seu território e se tornou uma nação rica e próspera ( 2Rs 14.23-29 ). Mas, no meio dessa prosperidade e luxo, havia ganância, opressão, suborno, exploração, falsa religião e desprezo total pela justiça. São justamente esses pecados que Amós denuncia nas suas mensagens.
Ao que parece, Amós anunciou a maioria das suas mensagens em Betel, importante centro religioso situado em Israel ( 3.14 ; 7.13 ), e também em Samaria, a capital do país ( 4.1 ).
1. ConteúdoO livro começa com uma mensagem a respeito do castigo que Deus vai mandar sobre as nações vizinhas de Israel ( 1.3—2.5 ): Síria, ao norte; Filisteia, a oeste; Tiro, ao norte; Edom, a sudeste; Amom, a leste; Moabe, também a leste; e Judá, ao sul. Todas elas serão castigadas. Mas Israel, também, será castigada ( 2.6—3.2 ). Por quê? Porque Israel é o povo escolhido por Deus, e a sua responsabilidade é maior. Os pecados que o profeta condena têm a ver com injustiça social na nação. Uma pequena minoria se enriquecia à custa dos pobres ( 3.10 ; 5.11 ; 8.4-6 ); os juízes eram subornados e torciam a justiça ( 5.12 ); o pobres eram oprimidos, explorados e até escravizados ( 2.6 ; 8.6 ). O profeta anuncia que Deus vai castigar os que cometeram pecados tão terríveis como estes ( 2.13-16 ; 4.2-3 ; 5.18-20 ; 8.3 ). Maiores privilégios trazem piores castigos. E o profeta avisa o povo: "Preparem-se para se encontrar com o seu Deus" ( 4.12 ).
A última parte do livro ( caps. 7—9 ) contém uma série de visões que anunciam a destruição de Israel. O profeta apela a Deus ( 7.2,5 ), mas em vão. Deus vai castigar duramente o seu povo, pois eles não foram fiéis a ele. O castigo é inevitável.
Mas o livro termina com uma mensagem de esperança ( 9.11-15 ): Deus vai construir de novo o reino de Davi. O Senhor os traria de volta do cativeiro, e eles morariam para sempre na terra que ele lhes deu.
2. Mensagem
2.1.
O Senhor é Deus e Juiz de todos os povos da Terra. Ele condena e castiga as nações vizinhas de Israel, inclusive Judá, o Reino do Sul ( 1.3—2.5 ). No passado, ele guiou os destinos de povos pagãos, como os da Etiópia, os filisteus e os arameus, e declara que os ama tanto quanto ama o seu povo escolhido ( 9.7 ).
2.2.
Deus escolheu o povo de Israel para ser o seu próprio povo. Mas essa escolha, essa eleição não foi para privilégio e fama e, sim, para obediência e serviço a Deus. Portanto, ele os castiga severamente quando não lhe obedecem ( 3.1-2 ).
2.3.
Os pecados que Deus detesta são a injustiça social, a ganância dos ricos, a exploração dos pobres, impostos injustos cobrados das colheitas dos lavradores e o suborno dos juízes ( 4.1 ; 5.7,10-13 ; 6.6 ).
2.4.
Os sacrifícios de animais, as ofertas de cereais, as festas religiosas com as canções e a música de harpas não podem compensar a falta de justiça social. Deus diz que ele detesta as festas religiosas do povo ( 5.21 ); o que ele quer é justiça e honestidade ( 5.24 ).
2.5.
Amós é o primeiro profeta a falar sobre o Dia do Senhor . O povo pensava que esse seria um dia de luz ( 5.20 ), o dia em que Deus castigaria os inimigos de Israel. Mas Amós diz que será um dia de escuridão ( 5.18 ), um dia em que Deus castigará o seu próprio povo. Portanto, "ai dos que querem que venha o Dia do Senhor !" ( 5.18 ).
3. Autor e dataAlém das poucas informações dadas em Am 1.1 , nada mais sabemos a respeito de Amós.
Ele anunciou a sua mensagem ao povo de Israel quando Jeroboão era rei (783-743 a.C.). Não se sabe quando essas mensagens foram escritas e publicadas num livro.
4. Esquema do conteúdoIntrodução 1.1-2
Castigo das nações vizinhas 1.3—2.5
Castigo de Israel 2.6—3.2
Acusações e julgamento 3.3—6.14
Visões de castigo 7.1—9.10
Um futuro feliz para Israel 9.11-15
Fonte: Bíblia Digital Glow
Em Cristo.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Lição 4: AMÓS - A JUSTIÇA SOCIAL COMO PARTE DA ADORAÇÃO
Amós - A Justiça Social como
Parte da Adoração
TEXTO ÁUREO
"Porque vos digo que, se a vossa justiça
não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos
céus" (Mt 5.20).
VERDADE PRÁTICA
Justiça e retidão são elementos necessários e imprescindíveis à
verdadeira adoração a Deus.
HINOS SUGERIDOS 124, 131, 143
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LEITURA
DIÁRIA
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Segunda - Pv 14.34
A justiça
social exalta as nações
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S
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Terça - Pv 19.17
Quem ajuda o
pobre empresta a Deus
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T
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Quarta - Is 1.13-15
O sacrifício e
o estado espiritual do adorador
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Q
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Quinta - Rm 15.26,27
A
espiritualidade do trabalho social
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Q
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Sexta - 2 Co 9.8,9
Deus abençoa
quem socorre os pobres
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S
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Sábado - Tg 1.27
Socorrer os
necessitados é parte da adoração
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S
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Amós 1.1; 2.6-8; 5.21-23
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INTERAÇÃO
O nome Amós
quer dizer "fardo" e Tecoa significa "soar o chifre do
carneiro". Estas significações denotam a mensagem de destruição ecoada
no Reino do Norte. O profeta não exitara em denunciar a corrupção do sistema
político, jurídico, social e religioso de Israel. Amós ainda teve de
enfrentar uma franca oposição religiosa do sacerdote Amazias. Este era
alinhado à política de Jeroboão II. Em Amós aprendemos o quanto pode ser
nefasta a mistura da política com a religião. Ali, tínhamos um sacerdote,
"representante de Deus" dizendo sim para tudo o que o rei fazia.
Mas lá, o profeta "boieiro" dizia não! Era o Soberano dizendo
"não" para aquela espúria relação de poder.
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Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Dissertar a respeito da vida pessoal de Amós e a estrutura do livro.
Saber que a justiça social é um empreendimento bíblico.
Apontar a política e a justiça social como elementos de adoração a Deus.
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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado
professor, vivemos num tempo de grandes injustiças sociais e corrupção
política. Pessoas sem temor de Deus e amor ao próximo buscam intensamente os
seus próprios interesses. Por isso, sugerimos que, ao introduzir os tópicos
II e III da lição, pergunte aos alunos o que eles pensam sobre esse quadro de
corrupção e injustiça social instalados em nossa sociedade. Em seguida, com o
auxílio do esquema abaixo explique os
termos "política" e "justiça social". Diga que, à luz da
mensagem de Amós, tais práticas fazem parte da adoração a Deus.
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POLÍTICA
E JUSTIÇA SOCIAL EM AMÓS
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POLÍTICA
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JUSTIÇA
SOCIAL
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Queremos dizer
sobre política “o conjunto de práticas relativo a uma sociedade”. Pois as
relações humanas numa sociedade são estabelecidas de acordo com decisões
políticas tomadas por representantes dela (Am
7.10-14).
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Queremos dizer
sobre política “o conjunto de práJustiça social é o conjunto de ações
sociais, destinado a suprimir as injustiças de todos os níveis, reduzindo a desigualdade
e a pobreza, erradicando o analfabetismo e o desemprego, etc (Am 8.4-8).
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INTRODUÇÃO
O livro de Amós permanece atual e abrange diversos aspectos da vida social, política e religiosa do povo de Deus. O profeta combateu a idolatria, denunciou as injustiças sociais, condenou a violência, profetizou o castigo para os pecadores contumazes e também falou sobre o futuro glorioso de Israel. Amós é conhecido como o livro da justiça de Deus e mostra aos religiosos a necessidade de se incluir na adoração dois elementos importantes e há muito esquecidos: justiça e retidão.
I.O LIVRO DE AMÓS
1. Contexto histórico. Amós era originário de Tecoa, aldeia situada a 17 quilômetros ao sul de Jerusalém e exerceu o seu ministério durante os reinados de Uzias, rei de Judá, e de Jeroboão II, filho de Joás, rei de Israel (1.1; 7.10). Foi, de acordo com a tradição judaico-cristã, contemporâneo de Oseias, Jonas, Isaías e Miqueias, no período assírio.
2. Vida pessoal. Apesar de ser apenas um camponês de Judá, "boieiro e cultivador de sicômoros" (7.14) e de não fazer parte da escola dos profetas, foi enviado por Deus a profetizar em Betel, centro religioso do Reino do Norte (4.4). Ali, Amós enfrentou forte oposição do sacerdote Amazias, alinhado politicamente ao rei Jeroboão II (7.10-16).
Todo o sistema político, religioso, social e jurídico do Reino de Israel estava contaminado. Foi esse o quadro que Amós encontrou nas dez tribos do Norte. O profeta tornou pública a indignação de Jeová contra os abusos dos ricos, que esmagavam os pobres. Ele levantou-se também contra as injustiças sociais e contra toda a sorte de desonestidade que pervertia o direito das viúvas, dos órfãos e dos necessitados (2.6-8; 5.10-12; 8.4-6). No cardápio da iniquidade, estavam incluídos ainda o luxo extravagante, a prostituição e a idolatria (2.7; 5.12; 6.1-3).
3. Estrutura e mensagem. O livro se divide em duas partes principais. A primeira consiste nos oráculos que vieram pela palavra (1-6) e a segunda, nas visões (7-9). O discurso de Amós é um ataque direto às instituições de Israel, confrontando os males que assolavam os fundamentos sociais, morais e espirituais da nação. O assunto do livro é a justiça de Deus. O discurso fundamenta-se em denúncias e ameaças de castigo, terminando com a restauração futura de Israel (9.11-15). Ele é citado em o Novo Testamento (Am 5.25,26 cp. At 7.42,43; 9.11,12 cp. At 15.16-18).
SINÓPSE DO TÓPICO (1)
O livro do profeta Amós
pode ser dividido em duas partes principais: oráculos provenientes pela palavra
(1-6) e pelas visões (7-9).
II.POLÍTICA E JUSTIÇA SOCIAL
1. Mau governo. Infelizmente, alguns líderes, como Saul e Jeroboão I, filho de Nebate, causaram a ruína do povo escolhido (1 Cr 10.13,14; 1 Rs 13.33,34). Amós encontrou um desses maus políticos no Reino do Norte (7.10-14). Oseias, seu colega de ministério, também denunciou esses males com tenacidade e veemência (Os 5.1; 7.5-7).
2. A justiça social. É nossa responsabilidade pessoal lutar por uma sociedade mais justa. Tal senso de justiça expressa o pensamento da lei e dos profetas e é parte do grande mandamento da fé cristã (Mt 22.35-40). Amós foi o único profeta do Reino do Norte a bradar energicamente contra as injustiças sociais, ao passo que, em Judá, mensagem de igual teor aparece por intermédio de Isaías, Miqueias e Sofonias.
3. O pecado. A expressão: "Por três transgressões de Israel e por quatro, não retirarei o castigo" (2.6) refere-se não à numeração matemática, mas é máxima comum na literatura semítica (veja fraseologia similar em Jó 5.19; 33.29; Ec 11.2; Mq 5.5,6). Nesse texto, significa que a medida da iniquidade está cheia e não há como suspender a ira divina.
SINÓPSE DO TÓPICO (2)
O senso de justiça cristã expressa o
pensamento da lei e dos profetas que, por sua vez, é parte do grande mandamento
de Jesus Cristo.
1. Decadência social (2.6). Amós condena o preconceito e a indiferença dos mais abastados no trato aos carentes do povo, que veem seus direitos serem violados (2.7; 4.1; 5.11; 8.4,6). Vender os próprios irmãos pobres por um par de sandálias é algo chocante. Tal ato, que atenta contra a dignidade humana, demonstra a situação de desprezo dos poderosos em relação aos menos favorecidos. Uma vez que as autoridades e os poderosos aceitavam subornos para torcer a justiça contra os pobres, o profeta denuncia esse pecado mais de uma vez (8.4-6).
2. Decadência moral. A prostituição cultual era outra prática chocante de Israel e mostra a decadência moral e espiritual da nação: "Um homem e seu pai coabitam com a mesma jovem e, assim, profanam o meu santo nome" (2.7 - ARA). O pior é que tal prostituição era financiada com o dinheiro sujo da opressão que os maiorais infligiam ao povo (2.7,8).
3. Decadência religiosa. O profeta denuncia a violação da lei do penhor que ninguém mais respeitava (Êx 22.26,27; Dt 24.6,17). A acusação não se restringe à crueldade e à apropriação indébita, mas também a prática do culto pagão, visto que a expressão "qualquer altar" (2.8) não pode ser no templo de Jeová, e sim no de um ídolo. Amós encerra a denúncia a essa série de pecados, condenando a idolatria, a cobrança indevida de taxas e a malversação dos impostos no culto pagão e nos banquetes em honra aos deuses.
SINÓPSE DO TÓPICO (3)
As injustiças sociais no livro de Amós são
representadas pelas decadências social, moral e religiosa.
1. Adoração sem conversão. A despeito de sua baixa condição moral e espiritual, o povo continuava a oferecer o seu culto a Jeová sem refletir e com as mãos sujas de injustiças. Comportando-se assim, tanto Israel como Judá, reproduziam o pensamento pagão, segundo o qual sacrifícios e libações são suficientes para aplacar a ira dos deuses. Entretanto, Deus declara não ter prazer algum nas festas religiosas que os israelitas promoviam (5.21; Jr 6.20).
2. O significado dos sacrifícios. Expressar a consagração do ofertante a Deus era uma das marcas dos sacrifícios. E Amós menciona dois: "ofertas de manjares" e "ofertas pacíficas" (5.22). As ofertas de manjares não eram sacrifícios de animais. Tratava-se de algo diferente, que incluía flor de farinha, pães asmos e espigas tostadas, representando a consagração dos frutos dos labores humanos a Deus (Lv 2.14-16). Já as ofertas pacíficas eram completamente voluntárias e tinham uma marca distintiva, pois o próprio ofertante podia comer parte do animal sacrificado (Lv 7.11-21).
3. Os cânticos. Os cânticos faziam parte das assembleias solenes (5.23). No entanto, eles perdem o valor espiritual quando não há arrependimento sincero. A verdadeira adoração, porém, não consiste em rituais externos ou em cerimônias formais. O genuíno sacrifício para Deus é o espírito quebrantado e o coração contrito (Sl 51.17). Há um número muito grande e variado de palavras hebraicas e gregas para descrever a adoração e o ato de adorar. Contudo, a ideia principal de todas é de devoção reverente, serviço sagrado e honra a Deus, tanto de maneira pública como individual. Em suma, Deus exige de seu povo verdadeira adoração.
SINÓPSE DO TÓPICO
(4)
A verdadeira adoração não consiste em rituais
externos ou em cerimônias litúrgicas, mas no espírito quebrantado e num coração
contrito
A adoração ao verdadeiro Deus, nas suas várias formas, requer santidade e coração puro. Trata-se de uma comunhão vertical com Deus, e horizontal, com o próximo (Mc 12.28-33). Essa mensagem alerta-nos sobre o dever cristão de não nos esquecermos dos pobres e necessitados e também sobre a responsabilidade de combatermos as injustiças, como fizeram Amós e os demais profetas.
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AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I
Subsídio Bibliológico
"O Quarteto do Período Áureo da Profecia
Hebraica
O profeta Amós exerceu o seu ministério 'nos dias
de Uzias, rei de Judá, e nos dias de Jeroboão, filho de Joás, rei Israel' (1.1). Isso mostra que ele viveu na mesma
época de Oseias e Isaías. Ele era de Tecoa, na Judeia, mas Deus o enviou para
profetizar em Samaria, no reino do Norte. Miqueias é também dessa época, mas
começou suas atividades um pouco depois dos três primeiros, pois Uzias não é
mencionado: 'nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá' (1.1).
Os profetas Isaías, Miqueias, Amós e Oseias foram
contemporâneos, o ministério de cada um deles começou entre 760 e 735 a.C.
[...] Ambos eram do Reino do Sul, capital Jerusalém. Oseias e Amós exerceram
seu ministério no reino do Norte, em Samaria" (SOARES, Esequias. O Ministério
Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2010, p.116).
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AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II
Subsídio Teológico
"DEUS E AS NAÇÕES
[...] Amós e Miqueias têm muito mais a dizer sobre
a relação das nações com Israel e o seu Deus. Desde o início, ambos os livros
deixam claro que a soberania do Senhor não está limitada a Israel, mas se
estende a todas as nações. Amós começa com uma série de falas de julgamento
contra as nações vizinhas de Israel (Am
1.3-2.3). Miqueias inicia com um retrato vívido da descida
teofânica do Senhor para julgar as nações (Mq
1.2-4). Para estes profetas, o Deus de Israel é 'Senhor de toda a
terra' (cf. Mq 4.13), que controla
a história e o destino das nações (Am 9.7).
De acordo com Amós 9.12, as nações
'são chamadas' pelo 'nome' do Senhor. A expressão aponta a propriedade e
autoridade do Senhor sobre as nações como deixa claro o uso constante em
outros textos bíblicos (cf. 2 Sm 12.28;
Is 4.1).
A palavra usada nos oráculos de Amós 1 e 2
para caracterizar os pecados das nações diz respeito ao ato de rebelião
contra a autoridade soberana. Em outros textos bíblicos, o termo é usado para
referir-se a uma nação que se rebela contra a autoridade de outra (cf. 2 Reis 1.1; 2
Reis 3.5,7). Judá (Am 2.4,5)
e Israel (Am 2.6-16) quebraram o
concerto mosaico. Entretanto, por qual arranjo as nações estrangeiras eram
responsáveis diante de Deus? Entre os crimes alistados incluem-se atrocidades
em tempo de guerra, tráfico de escravos, quebra de tratados e profanação de
túmulos. Todos estes considerados juntos, pelo menos em princípio, são
violações do mandato de Deus dado para Noé ser frutífero, multiplicar-se e
mostrar respeito pelos membros da raça humana como portadores da imagem
divina (cf. Gn 9.1-7). É possível
que Amós tivesse visto este mandamento noético no plano de fundo de um
tratado entre suserano e vassalo, comparando o mandato às exigências ou
estipulações de tratado. De modo semelhante, Isaías interpretou o crime de
carnificina cometido pelas nações (Is 26.21)
como violação da 'aliança eterna' (Is 24.5;
cf. Gn 9.16) que ocasionaria uma
maldição na terra inteira (cf. Is 24.6-13).
A seca, um tema comum nas bíblicas e antigas listas de maldição mundial (cf. Is 24.4,7-9).
No título da sua série de oráculos de julgamento, Amós também disse que o
julgamento do Senhor ocasionaria seca (Am 1.2).
Pelo visto, a seca compendiava as maldições que vinham sobre as nações por
rebelião contra o Suserano" (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo
Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009, p.446).
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BIBLIOGRAFIA SUGERIDA
SOARES, Esequias. O
Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1.ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2010.
ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia
do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.
SAIBA MAIS
Revista Ensinador
Cristão
CPAD, nº 52, p.38.
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EXERCÍCIOS
1. Qual o discurso do livro de Amós?
R. Um ataque
direto às instituições de Israel, confrontando os males que assolavam os
fundamentos sociais, morais e espirituais da nação.
2. Qual a
nossa responsabilidade pessoal?
R. É nossa
responsabilidade pessoal lutar por uma sociedade mais justa.
3. O que
significa a expressão "por três transgressões de Israel e por quatro,
não retirarei o castigo"?
R. Significa
que a medida da iniquidade está cheia e não há como suspender a ira divina.
4. Quais as três decadências nos dias de Amós?
R. Social,
moral e religiosa
5. Qual o verdadeiro sacrifício para Deus?
R. É o
espírito quebrantado e o coração contrito
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