domingo, 11 de novembro de 2012

Carta de Desligamento da IEADEM






Prezados irmãos do Ministério da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Mossoró (IEADEM)

 
A Paz do Senhor Jesus Cristo,

Por amor e obediência à Palavra de Deus venho através desta, oficializar o meu desligamento das minhas funções como membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, especificamente na Congregação do Ulrick Graff, assim como o desligamento do roll de membros da IEADEM de minha família, como segue:

·         Hermes de Castro Santos Neto – Membro, Superintendente da Escola Dominical, Professor da EBD e Agente de Missão;

·         Janaína Cláudia Araújo Oliveira de Castro Santos – Membro, minha esposa e Regente do Conjunto Cântico de Vitória;

·         Gabriela Karla Araújo Oliveira de Castro Santos – Membro, filha e componente do Conjunto Renascer;

·         Mateus Henrique Araújo Oliveira de Castro Santos – Congregado, filho e componente do Conjunto Renascer;

·         Victor Emanuel Araújo Oliveira de Castro Santos – filho e criança.

 
Tenho em Cristo a consciência, diante da vontade soberana de Deus, que o meu tempo na IEADEM acabou, a partir desta data (11/11/12), eu e minha família não somos mais membros desta igreja, contudo deixo claro que somos e continuaremos sendo parte da Igreja de Cristo até o dia em que estaremos com Ele para sempre.

Quero deixar bem claro que não temos nada pessoal contra nenhum pastor ou membro da IEADEM, pelo contrário, sempre houve bom convívio e respeito mútuo. Espero no Senhor que o amor em Cristo Jesus continue.

Em nossas vidas é necessário ter a consciência que algumas coisas são para sempre, no entanto muitas tem um tempo finito, determinado, que pode-se resumir em início, meio e fim. Desta forma creio que o meu ciclo nesta congregação acabou, mas tenho certeza também que pela graça e misericórdia do Senhor cumpri o que me foi confiado e aquilo que esteve nas minhas mãos busquei fazê-lo com excelência, porém tenho certeza que poderia ter feito melhor, ou diferente, contudo a busca foi sempre acertar. Aquele que sonda mentes e corações o sabe, de toda forma peço perdão aos irmãos e toda liderança se em alguma coisa os defraudei.

Minhas impressões logo assim que nos convertemos foram as melhores. A forma sempre calorosa como fomos tratados, a estrutura organizada; a oportunidade que tive de conhecer e me relacionar com pessoas tão especiais; o fato de ter tido o conhecimento bíblico adquirido e as diversas atribuições e responsabilidades e serviços de confiança, me torna devedor dessa Igreja.

Na IEADEM, desde nossa conversão até o dia de hoje, ficamos com minha família longos treze anos e onze meses mas, felizmente chegou a hora de partir e buscar novos ares e horizontes para se continuar a fazer a maravilhosa obra do Senhor Jesus Cristo de Nazaré nosso Salvador.

Tiramos muito bom proveito e experiência neste ministério e fizemos vários bons amigos, sou grato por isso, mas, entendemos que a missão que o nosso bom Deus tinha conosco neste ministério acabou.

Desde já agradeço a todos que fizeram parte de nossa história no decorrer desses anos direta ou indiretamente, que a vida de vocês sejam uma benção.

Agradeço ainda a toda liderança da IEADEM, pois tenho convicção do quão privilegiado fui ao servir nesta igreja, na Escola Bíblica Dominical, nas ações de Missão, Coordenação de Mocidade, Plantadores de Igreja, entre outras funções a mim confiada. Glorifico a Deus pelos líderes que confiaram em mim, que para glória de Deus enxergaram em mim além do que olhos humanos podiam ver. Sou grato a Deus especialmente pela minha chamada ministerial e que será um grande marco na minha caminhada, pois iremos aumentar nossas responsabilidades e ficarmos muito mais dependente da graça do Senhor.

 
Um grande abraço a todos os membros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, congregação do Ulrick Graff, a qual estamos agora pondo um fim.

Vamos orar e buscar uma Nova Igreja para Congregarmos porque o “IDE” do Senhor faz parte de nossa jornada neste presente século.

Orem por mim e minha família pois, precisamos consolidar O MINISTÉRIO PASTORAL que o Senhor nos deu, e vocês sabem que com a ignorância cristã dos últimos dias não é fácil.

Aos irmãos que pela graça tive o privilégio de ensinar, orientar e caminhar em união deixo-lhes um forte abraço e tranqüilizo-os:

Não, a minha visão não mudou, continua a mesma: Pregar e ensinar o Evangelho de Cristo que salva, cura e verdadeiramente liberta. Pregar e ensinar o evangelho puro e simples, sem subterfúgios e doutrinas vãs, sem pirotecnia gospel ou muletas, pois se estamos em Cristo não precisamos destas coisas, precisamos sim crescer na graça e no conhecimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Aquietem o vosso coração, permaneçam firmes onde o Senhor da Igreja os plantou e saibam que aqui está um irmão, um amigo, com quem vocês sempre poderão contar.


Saudações em Cristo,

 
Em Cristo.


PS: Quero nomear alguns dos homens que serviram e continuarão sendo exemplos de verdadeiros homens de Deus:
  • Pastor Francisco Vicente;
  • Pastor Francisco Oliveira;
  • Presbítero Sebastião;
  • Presbítero Augusto;
  • Presbítero Nonato;
  • Presbítero Barnabé;
  • Presbítero Joatan Borges
  • Presbítero Edmilson;
  • Presbítero Jorge Luis.
Agraço a todos que de forma direta formaram meu caráter cristão.

Deus nos abençoe!






quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Subsídio EBD: Lição 06 - Jonas - A Misericórdia Divina






Jonas

Introdução

O Livro de Jonas conta a história de um profeta desobediente e sem compaixão. A história é simples e inesquecível. No início, o profeta desobedece a Deus e põe em risco a vida de muitos marinheiros não judeus. Mais tarde, quando, finalmente, proclama aos ninivitas uma mensagem de julgamento e castigo, fica com raiva e aborrecido quando Deus muda de ideia e não os castiga. Ele fica tão zangado, que quer morrer ( 4.8-9 ).

São justamente esses não judeus — os marinheiros e os ninivitas — que voltam para o  Senhor , o Deus dos judeus, e recebem a sua aprovação. A diferença entre este judeu e os não judeus não poderia ser maior. A lição é óbvia: o povo de Deus inclui não somente o povo de Israel, mas também todos os não judeus que se arrependem e se voltam para o  Senhor  ( 1.16 ;  3.10 ;  4.10-11 ).

Jesus usou essa história como símbolo da sua ressurreição e como um exemplo da necessidade de arrependimento ( Mt 12.38-41 ;  Lc 11.29-30,32 ).

1. Conteúdo
A história do profeta rebelde é fácil de contar. Desobedecendo à ordem de Deus de proclamar uma mensagem de julgamento e castigo na cidade de Nínive, a capital do Império Assírio, Jonas tentou fugir de Deus ( 1.3,10 ). Mas, por meio de uma grande tempestade e de um grande peixe, Deus pegou o profeta e fez com que ele fosse a Nínive. Lá, para decepção do profeta, todos os ninivitas — o rei, os seus ministros, todas as pessoas e todos os animais — se arrependeram, jejuaram e vestiram roupas feitas de pano grosseiro. Todos!

O profeta, com raiva pelo fato de sua mensagem não ter se cumprida, pediu a Deus que lhe tirasse a vida. Deus respondeu que, assim como Jonas teve pena da planta que um dia floresceu e no dia seguinte morreu, ele, Deus, devia ter pena dos ninivitas.

2. Mensagem
2.1.   A primeira mensagem é que Deus é o Senhor do mundo e das nações. Ele manda uma tempestade ( 1.4 ) e, depois, acalma o mar ( 1.15 ); ele manda um grande peixe engolir Jonas ( 1.17 ) e, depois, manda o peixe vomitar Jonas na praia ( 2.10 ); ele faz crescer uma planta ( 4.6 ) e, depois, manda um bicho que acaba com a planta ( 4.7 ); ele manda um vento quente para castigar o profeta ( 4.8 ). Deus é Senhor de tudo e de todos.

2.2.   A segunda mensagem é que Deus ama todos os povos do mundo e não somente o povo de Israel. Ele quer a salvação de todos, inclusive a dos assírios, inimigos mortais do seu povo. O amor e a compaixão de Deus não têm limites.

3. Autor e data
Não se sabe quem escreveu o livro, e nada sabemos a respeito de Jonas, além do que aparece em  2Rs 14.25 .

É impossível dizer ao certo quando o livro foi escrito. Muitos dos estudiosos acham que foi no sexto ou quinto século a.C.

4. Esquema do conteúdo
Jonas foge de Deus  cap. 1
A oração de Jonas  cap. 2
Jonas em Nínive  cap. 3
A raiva de Jonas e a misericórdia de Deus  cap. 4

 
Em Cristo.
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Lição 06: Jonas - A Misericórdia Divina







Lição 6
11 de Novembro de 2012

Jonas — A Misericórdia Divina


TEXTO ÁUREO

"E Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez"  (Jn 3.10).


VERDADE PRÁTICA


O relato de Jonas ensina-nos o quanto Deus ama e está pronto a perdoar os que se arrependem.


HINOS SUGERIDOS 396, 406, 414


LEITURA DIÁRIA


Segunda - Sl 85.10
Justiça e amor no Calvário
S
Terça - Jr 31.3
A grandeza do amor de Deus
T
Quarta - Lm 3.22
As misericórdias de Deus
Q
Quinta - Mt 12.39,40
O profeta Jonas como figura de Cristo
Q
Sexta - Lc 11.32
O exemplo dos ninivitas
S
Sábado - Lc 15.28-30
A "justiça" do irmão do filho pródigo
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


 2 Reis 4.1-7


INTERAÇÃO


Nínive era absolutamente odiada pelos judeus. Como capital do império assírio, ela representava a maldade, a crueldade, a impiedade e agudeza de um império perverso. Mas o Altíssimo,  cheio de graça e amor, volta seu olhar para aquela cidade impenitente e decide enviar-lhe o profeta Jonas. O profeta, sabedor de toda maldade praticada pelos ninivítas, resistiu ao chamado divino. Entretanto, Deus estava no controle e  não demorou para que o profeta fosse até Nínive levar a mensagem de salvação.
Jonas aprendeu uma extraordinária lição a respeito do grande amor e misericórdia de Deus. Não podemos nos esquecer que a mensagem da salvação é para toda a humanidade. 


OBJETIVOS



Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Jonas.
 Conhecer o atributo da misericórdia divina.. 
Conscientizar-se da perenidade da misericórdia Deus.

 


ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, reproduza o esquema abaixo. Explique para a turma que o livro de Jonas destaca as duas principais chamadas de Deus na vida do profeta. Na primeira, ele desobedece e sofre as consequências. Na segunda, ele ouve ao Senhor e lhe obedece.


A CHAMADA DE JONAS
Primeira chamada (1.1 — 2.10)
1.1,2
Chamada de Jonas: “vai à Nínive”.
• v.3
Desobediência de Jonas.
• vv. 4-17
Consequências da desobediência de Jonas: para os outros (4-11);
para si mesmo (12-17).
2.1-9
A oração de Jonas no meio da calamidade.
• v. 10
O livramento de Jonas.
Segunda chamada (3.1 — 4.11)
3.1,2
Chamada de Jonas: “vai à Nínive”.
• vv.3,4
A missão obediente de Jonas
• vv.5-10
Resultados da obediência de Jonas: os ninivitas se arrependem (vv.5-9);
os ninivitas poupados do juízo divino (v.10).
4.1-3
A queixa de Jonas.
• vv.4-11
A repreensão e a lição de Jonas.


COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
A história de Jonas, que fascina crianças e adultos, é mais conhecida por narrar a experiência do profeta no ventre do grande peixe. No entanto, esse acontecimento não deve ofuscar o milagre maior: a conversão de uma cidade pagã. Os dois milagres foram mencionados pelo Senhor Jesus e continuam a impressionar ao longo da história.

I. O LIVRO DE JONAS
1. Contexto histórico. Salta aos olhos de qualquer leitor que Jonas é da época do império assírio, cuja capital era Nínive. O nome do rei ninivita impactado com a pregação de Jonas, segundo se diz, é Adade-Nirari III, falecido em 783 a.C. Nessa época, Jeroboão II, filho de Joás, reinava em Samaria, sobre as dez tribos do Norte.

2. Vida pessoal. Jonas se apresenta apenas como filho de Amitai (1.1). Ele é mencionado em outras narrativas bíblicas e, por essa razão, sabe-se que era profeta do Reino do Norte, natural de Gate-Hefer, tendo vivido na época de Jeroboão II (2 Rs 14.23-25). Gate-Hefer localizava-se na terra de Zebulom (Js 19.13), nas proximidades de Nazaré da Galileia.
Jonas, que deveria ir para Nínive clamar contra esta cidade, desobedeceu à ordem divina, procurando fugir para Társis. É o único profeta bíblico, do qual se tem notícia, que tentou resistir ao Senhor. Ele seguiu em direção oposta. Társis, segundo Herodoto, é a mesma Tartessos, na orla ocidental do Mediterrâneo, a sudoeste da Espanha, ideia aceita pela maioria dos pesquisadores bíblicos. Será que Jonas não conhecia a onipresença de Deus? (Sl 139.7-10)

3. Estrutura e mensagem. O livro contém 48 versículos distribuídos em quatro breves capítulos. Apesar de começar com estrutura profética (1.1), a mensagem é apresentada em estilo biográfico. Não deixa, contudo, de ser uma profecia da história de Israel, ao mesmo tempo em que anunciam o ministério, a ressurreição e a obra missionária de Cristo (Mt 12.39-41; 16.4). O tema principal do livro é a infinita misericórdia de Deus e a sua soberania sobre todas as nações.

SINÓPSE DO TÓPICO (1)
O tema principal do livro de Jonas é a inefável misericórdia de Deus e a sua soberania sobre as nações.

II. O GRANDE PEIXE
 1. Baleia ou grande peixe? Na Bíblia Hebraica e na Septuaginta, o versículo 17 é deslocado para o capítulo seguinte (2.1). A língua hebraica não dispõe de termo técnico para "baleia". Essa palavra é usada como resultado de uma interpretação tradicional que atravessou séculos. As Escrituras Hebraicas empregam dag gadol, "grande peixe", uma vez (1.17 ;2.1), e simplesmente dag, "peixe", três vezes (1.17; 2.1,10). A Septuaginta traduz ketei megalo por "grande monstro marinho", e ketos por "monstro marinho", a mesma palavra usada no Novo Testamento grego (Mt 12.40).

2. Interpretação. Não há indício algum no texto para que ele possa ser interpretado como alegoria, ficção didática, mito, lenda etc. Rejeitamos todas essas linhas de pensamento, pois o oráculo foi entregue a Jonas no mesmo estilo dos outros profetas (1.1; Jr 33.1; Zc 1.1). Além disso, o Senhor Jesus Cristo, a maior autoridade no céu e na terra, interpretou o livro como histórico, assim como históricos foram o ministério e a ressurreição do Mestre. O Novo Testamento é a palavra final, e isso encerra qualquer questão (Mt 12.39-41; 16.4).

SINÓPSE DO TÓPICO (2)
Em relação ao texto de Jonas que fala sobre o "grande peixe", não há indício algum para uma interpretação alegórica, mitológica ou lendária. 

III. A MISERICÓRDIA  DIVINA
 1. A conversão dos ninivitas (3.8,9). O curto relato do livro de Jonas serve como prenúncio da graça salvadora para todas as nações (Tt 2.11). Os ninivitas foram salvos pela graça, pois "creram em Deus" (3.5) e "se converteram do seu mau caminho" (3.10). As obras foram consequência da sua fé no Deus de Israel.

 2. O "arrependimento" de Deus. O arrependimento humano é mudança de mente e de coração, de pior para melhor. Quando a Bíblia fala que "Deus se arrependeu" (3.10), parece confundir-nos um pouco, pois Deus é perfeito e imutável, não pode mudar, nem alterar a sua mente (Ml 3.6). A explicação para uma declaração como essa é a linguagem antropopática, um modo de falar em termos humanos, ou se trata de uma questão de ordem exegética, que é o nosso caso aqui. Quem mudou, na verdade, foi o povo, e nesse caso o perdão é parte do plano divino (Jr 18.7,8).

3. Explicação exegética. O texto sagrado declara que "Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho" (3.10a). O verbo hebraico aqui é shuv, literalmente: "voltar-se, retornar", frequentemente usado para indicar o arrependimento humano. A respeito do "arrependimento" de Deus, que vem na sequência (3.10b), o verbo é outro, naham, "ter pena, arrepender-se, lamentar, consolar, ser consolado" (Gn 6.6; 1 Sm 15.11; Jr 8.18). Essas nuanças linguísticas podem ser confirmadas por qualquer pessoa, ainda que não conheça uma única letra do alfabeto dessas línguas, com o auxílio, por exemplo, da Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego (CPAD).

SINÓPSE DO TÓPICO (3)
A misericórdia divina alcançou os ninivitas segundo a graça do Deus Altíssimo.

IV. A JUSTIÇA HUMANA
 1. Descontentamento de Jonas (4.1). Jonas foi bem-sucedido em sua missão. Qualquer profeta de Israel, ou mesmo algum pregador de hoje, sem dúvida alguma ficaria satisfeito com o resultado do trabalho. A Bíblia não revela a razão do descontentamento de Jonas, senão o que o ele mesmo afirma, ao dizer que sabia que Deus é "piedoso e misericordioso, longânimo e grande em benignidade e que te arrependes [niham] do mal" (4.2b).

2. Jonas esperava vingança? O império assírio foi um dos mais cruéis da história e tinha domínio sobre todo o Oriente Médio. Será que Jonas esperava uma vingança como retaliação por terem os assírios massacrado o seu povo? O certo é que, ainda hoje, há crentes que se incomodam com o retorno à Igreja dos que se acham afastados do rebanho. Quem não se lembra do irmão mais velho do filho pródigo? (Lc 15.25-32). Às vezes, a bondade divina incomoda alguns (Mt 20.15).

3. Compreendendo a misericórdia divina. A misericórdia divina é um dos atributos que revela a natureza de Deus (Êx 34.6; Jr 31.3). O Senhor poupou Nínive da destruição, prorrogou a sua ruína, e perdoou os seus moradores. O próprio Jonas, na qualidade de desertor, também foi alvo da infinita bondade de Deus.

SINÓPSE DO TÓPICO (4)
A justiça humana é rápida para julgar, mas a divina é longânima em perdoar.

CONCLUSÃO
 Jonas transmite-nos uma importante lição prática. O relato em si mostra a diferença abissal entre a bondade divina e a justiça humana. Aos ninivitas Deus falou por intermédio de Jonas. Hoje, Ele fala através de Jesus, que continua a salvar, a curar e a batizar com o Espírito Santo (Jo 14.16; At 4.12). Ele mesmo disse: "E eis que está aqui quem é maior do que Jonas" (Mt 12.41- ARA). O Mestre operou sinais, prodígios e maravilhas como nenhum outro antes ou depois dele, e deu oportunidade de salvação a todos (At 10.38). Mesmo assim, foi rejeitado pela sua geração (Jo 1.11). Por isso, lançou em rosto a incredulidade dos seus contemporâneos e elogiou a fé dos ninivitas por haverem ouvido a pregação do profeta e arrependido de seus pecados.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICOI


Subsídio Teológico
"Jonas
O livro de Jonas é diferente dos outros livros dos Profetas Menores. Trata-se de uma narrativa bibliográfica das experiências do profeta, e não de uma coletânea de mensagens proféticas. O tema prioritário do livro é a graça soberana de Deus pelos pecadores, ilustrada na sua decisão de reter o julgamento sobre os culpados, mas arrependidos ninivitas. Há também uma lição teológica importante a ser aprendida observando as respostas de Jonas a Deus. O retrato do autor de Jonas é altamente depreciativo. Os padrões duplos de Jonas fizeram com que as suas ações lhe contradissessem os credos de tom espiritual. Pelo exemplo negativo de Jonas, o leitor aprende a não resistir à vontade e decisões soberanas de Deus" (ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009, p.467).


VOCABULÁRIO


Antropopatismo: [Do gr. antropos, homem; do gr. pathos, sentimentos] Atribuição de sentimentos humanos a Deus. Figurativamente, encontramos várias expressões como esta: a ira de Deus, o arrependimento de Deus, etc. Tais expressões foram usadas para que o ser humano viesse a entender a ação divina na história sagrada. É uma forma de os autores sagrados dizerem que o Criador do Universo não é indiferente ao que acontece neste mundo; Ele age e reage de acordo com a sua justiça e santidade. Deus não é um ser destituído de sentimentos. Só que, nEle, todos os sentimentos são infinitamente perfeitos.


BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


ZUCK, Roy B (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2009.
SOARES, Esequias. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

SAIBA MAIS


Revista Ensinador Cristão
CPAD, nº 52, p.39.


EXERCÍCIOS


1. Qual o tema do livro de Jonas?
R. O tema do livro é a infinita misericórdia de Deus e a sua soberania sobre todas as nações.

2. De onde veio a palavra "baleia" do relato de Jonas?
R. Do resultado de uma interpretação tradicional que atravessou séculos.

3. Qual a explicação quando a Bíblia afirma que "Deus se arrependeu"?
R. A explicação para uma declaração como essa é a linguagem antropopática, um modo de falar em termos humanos.

4. O que o atributo da misericórdia divina revela?
R.  Revela a natureza de Deus.

5.Qual a razão do descontentamento de Jonas segundo ele próprio?
R. . Que Deus é "piedoso e misericordioso, longânimo e grande em benignidade e que te arrependes do mal".



Em Cristo.